Engº. Agrônomo e Mestre em Ciência Animal e Pastagem pela ESALQ/USP

O sistema de pastejo rotacionado do Centro de Treinamento (CT) teve início nos princípios da década de 70 com a divisão de uma capineira de capim elefante, formada em 1968, em 7 piquetes de 2000 m2 . A partir desse ponto a área formada com capim elefante foi aumentando e até o final da década de 80, os 9,2 ha que formam os pastos atuais, já estavam estabelecidos. Atualmente os 9,2 ha são divididos em 46 piquetes. O manejo dos pastos é feito utilizando o rebanho leiteiro para o pastejo de ponta e o rebanho de corte para o pastejo de repasse. Desta forma, o gado de leite permanece um dia no piquete e no dia seguinte o pasto é utilizado pelo gado de corte. Assim, o período de ocupação e de descanso do piquete é de 2 e 44 dias, respectivamente.
O sistema rotacionado passa a ser necessário para dar condições de realizarmos adequadamente o manejo dos pastos quando aumentamos a sua produção através, por exemplo, da adubação. Para realizarmos o pastejo rotacionado nós temos que dividir os pastos com cercas permanentes ou móveis. As vantagens de utilizar a cerca elétrica são : baixo custo, flexibilidade no manejo da cerca, rapidez, etc.
O sistema de cerca elétrica na ESALQ é utilizado desde o inicio do sistema rotacionado, ou seja, desde a década de 70. Atualmente, os sistema de cerca elétrica do CT é dividido em 5 módulos ou seja 5 conjuntos de piquetes. A quantidade de piquetes (5 a 12) por módulo varia conforme a distribuição dos piquetes na área. A divisão por módulos foi idealizada para reduzir o tempo gasto com a limpeza do capim abaixo do fio da cerca elétrica e reduzir o consumo de energia. Dessa forma a perda de carga ao longo da cerca será menor e portanto o choque será maior. A cerca é constituída de 1 fio montado a 85 cm do nível do solo. O sistema é energizado por um aparelho alimentado por um sistema de bateria e placa solar.
Nos meses de junho a agosto o sistema de cerca elétrica do CT passou por uma reforma onde os aparelhos e os acessórios para a confecção da cerca foram substituídos por aparelhos e acessórios mais modernos e eficientes. Além disso, mudanças no layout das divisões foram feitas para melhorar a manutenção, manejo e eficiência das cercas elétricas .
Sim, eu recomendaria o uso da cerca elétrica pois são mais baratas, permite maior flexibilidade de uso, principalmente no caso de cercas móveis.
O CT está recebendo bastante apoio da DeLaval em vários sentidos como palestras em cursos relacionados à pastagem rotacionada, produção de leite, construção rural, etc.
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Como em outros países do mundo, Austrália, Nova Zelândia, USA e muitos outros da Europa, a cerca elétrica é utilizada há muito tempo e continua sendo utilizada com bastante intensidade. Portanto, a cerca elétrica é um opção interessante para os produtores do Brasil e já temos grandes e pequenas propriedades rurais que adotaram a cerca elétrica e estão satisfeitos com o resultado. Entretanto, essa tecnologia como qualquer outra, necessita que as orientações técnicas sejam aplicadas corretamente para que a adoção da nova técnica ocorra com sucesso.
O sistema de aparelho à bateria e painel solar é bastante simples, onde nós temos um eletrificador que energizara a cerca, um painel solar que capta a energia solar e transforma em energia elétrica durante o dia, desta forma alimentando o aparelho e armazenando de alguma forma a energia excedente, e por fim uma bateria utilizada para armazenar esta energia. A função do painel solar em princípio é manter a carga da bateria e não recarregar a bateria, pois para isto seria necessário um painel mais potente do que o recomendado.
A cerca elétrica é simples de ser montada e isso permite a divisão de pastos, piquetes, corredores, área de descanso ou de manejo com rapidez, principalmente hoje que temos a nossa disposição acessórios de qualidade destinados a esse fim e a custo relativamente baixos.
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