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Proprietário: Tarcisio Bortoletto
Localização: Buritizal/SP
Área: 39 Ha
Atividade: produção de leite
Produção: 400 litros/dia
Nº de vacas: 30
Equipamentos: Linha RTS DeLaval e Tanque DX/O 1950L
O químico industrial Tarcísio Bortoletto não sabia quase nada de leite até 1993, quando se aposentou, aos 53 anos, de uma bem-sucedida carreira profissional como administrador em empresas multinacionais do setor. O precoce afastamento do trabalho, que poderia representar para ele a interrupção de uma vida produtiva em pleno apogeu, transformou-se num desafio que exigia trocar a sabedoria ocupacional, que acumulara ao longo de quase quatro décadas, por um novo processo de aprendizado, a começar praticamente do zero.
A decisão difícil contou com o apoio da família e também com as reminiscências guardadas do avô Bortoletto, o fazendeiro que havia feito quase todos os filhos e alguns dos netos optarem pela vida no campo. Era como repetir seus passos. Para provar isso, adquiriu a Fazenda Dalila, de 39 hectares, no município de Buritizal, a 110 km de Ribeirão Preto-SP. “Estava um tanto quanto degradada”, segundo ele, mas representava o cenário ideal para quem queria um campo de provas.
A região estava sendo invadida pela cultura de cana-de-açúcar, mas seu desejo era mesmo a pecuária leiteira. Era o que mais aguçava o instinto do “novo homem do campo”.
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A primeira ação nesse sentido foi preparar a comida do rebanho que viria a partir da recuperação do solo para o plantio de braquiária e do milho para silagem. Atento à orientação dos técnicos que passaram a visitá-lo, tomou as primeiras lições sobre análise de solo, adubação, escolha de sementes, aplicação de herbicidas e inseticidas, semeadura, cultivo...
“O fato de não saber nada, me fez um aluno aplicado”, se auto-define nesse primeiro estágio. Em seguida, vieram 22 novilhas mestiças prenhas, adquiridas na região, que serviram para formar a base genética do rebanho atual. Nesse sentido, destaca o papel desempenhado por um reprodutor adquirido através de um programa de fomento à atividade leiteira mantido na época pela Nestlé. “Era um neto de ‘Valiant’, escolhido por mim entre 43 touros”, cita. O acerto na compra foi demonstrado pelas filhas, que se mostraram bem mais produtivas que as mães.
Já a geração seguinte foi coberta por inseminação artificial. Sabia dos benefícios da técnica e resolveu colocá-los em prática. Com a proposta de ter “muito leite com poucas vacas”, veio selecionando a partir do próprio rebanho. Hoje está com 30 vacas em lactação, todas nascidas na fazenda.
O aumento no volume de sua produção fez com que o Sr. Tarcísio aprendesse mais uma lição, a da importância da ordenha. Atribui os ensinamentos ao médico veterinário Daniel Neves, na época gerente regional da DeLaval, que lhe projetou um Sistema Harmony, de linha média alta, de quatro unidades. “Descobri a importância do tempo na fisiologia do animal”, destaca, observando que passou a ter um rendimento bastante diferente do que obtinha com a ordenha manual, que já não atendia as exigências da nova produção.
“Com a aquisição de minha ordenha mecânica o tempo de ordenha diminuiu consideravelmente, os animais ficaram mais tranqüilos e produtivos, meus funcionários têm tempo para outras atividades e o melhor é que meu equipamento já está com 3 anos e ainda parece novo”, comenta enquanto observa de perto a ordenha de seu rebanho.
Após a implantação da ordenha e com o aumento de sua produtividade, os prêmios em torneios leiteiros começaram a aparecer, e ele exibe orgulhoso uma estante cheia deles.
Com o aumento da produção os ajustes também começam a se fazer necessários como já ocorreu com seu tanque de resfriamento. Ao adquirir seu equipamento de ordenha ele já possuía um tanque de 750L. Com o aumento da produção o tanque ficou insuficiente, por isso investiu num tanque de 1950L. “A produção aumentou, o tamanho do tanque também, mas o consumo de energia não cresceu proporcionalmente. Hoje gasto menos energia por litro armazenado”, comentou Sr. Tarcísio citando a economia como característica fundamental de seu novo equipamento.
No processo de investimento da Fazenda Dalila, faz questão de destacar o tratamento diferenciado que recebeu da DeLaval para a compra dos equipamentos e que continua recebendo até hoje. Na prática, sabe que isso representou só mais um detalhe no constante aprendizado de quem optou pela complexa, mas realizadora atividade de produzir leite neste país.
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